Aprenda a acessar um PC remotamente
Imagine que você se encontra na sua casa de praia passando as férias, e de repente está a fim de ver uma informação que está na sua casa, em outro estado. Seria esta uma tarefa digna de missão impossível? Não, mas é claro que não!! Para que esta missão seja viável, tudo que precisaremos é ter instalado no computador o software freeware VNC (Virtual Network Computing), da AT&T, e sabermos qual é o IP do nosso computador no momento. Para quem possui banda larga com IP fixo é moleza. Com o IP da linha discada, que fica mudando a cada conexão isso é um problema! Ou melhor era, para a galera da discada, como eu no momento, esta aí mais uma facilidade que vou ensinar.
O software VNC permite que o usuário acesse via Internet o seu computador pessoal ou da empresa no qual trabalha e utilize qualquer aplicativo ou programa instalado nele, como se estive na frente do computador que está muito longe. Vamos fazer isso em poucos passos e agora chega de falar e dedos no teclado.....
Primeiramente nós deveremos obter o software, VNC que está disponível para download no site http://www.realvnc.com/ e que além de ser gratuito (freeware), possui um tamanho de apenas 700 KB. Uma pechincha, para uma ótima solução não?
Observação: O VNC não é apenas uma exclusividade de usuário do Windows. Ele também está disponível para quem utiliza: Linux, OS/2, Solaris, Amiga e Unix. Também existem versões para MacIntosh. Mas há algumas condições para utilizar este software. A mais importante é ter um IP fixo ou conseguir saber com exatidão o número IP no momento do acesso, já que é necessário possuir o endereço do servidor para acessá-lo.
Para saber qual é o número IP, basta abrir a tela do DOS e digitar o comando winipcfg ou ipconfig, no Windows como podemos ver abaixo:
Microsoft(R) Windows 98
(C)Copyright Microsoft Corp 1981-1999.
C:\WINDOWS>ipconfig
Configuração de IP do Windows 98
0 Ethernet adaptador :
Endereço IP . . . . . . . . : 200.168.18.65
Máscara de sub-rede . . . . : 255.255.255.255
Gateway padrão. . . . . . . :
C:\WINDOWS>
Já para o Linux, no console digitaremos ipconfig. No caso de usuários do Macintosh o número de IP é visualizado na opção TCP/IP, que está situada no comando Control Panels do menu da Maçã. Também é importante levar em consideração que o VNC não irá funcionar em um computador protegido por um firewall, a não ser que o administrador de um comando que torne o seu IP acessível externamente.
O arquivo pode estar ou não zipado e ao ser descompactado irá criar duas pastas diferentes: a VNC Viewver e a WinVNC. A primeira é o programa cliente, que pode ou não ser instalado, e que você poderá guardar em um disquete para usar, se quiser, quando estiver longe do seu computador. A segunda pasta é a que contém o programa que deverá ser instalado no computador “servidor”, ou seja, no computador que será acessado remotamente, no nosso caso o computador que está em casa.
Clicaremos duas vezes na WinVNC, para que a instalação seja iniciada. O processo é algo muito simples e prático. Inicialmente o programa alerta que, se alguma outra versão do VNC já estiver instalada no computador, ela deverá ser removida antes da instalação ser iniciada. Depois nós iremos ler o termo de uso do software e iremos indicar o local onde ele será instalado.
Logo na primeira vez em que o VNC for utilizado será necessário efetuarmos algumas configurações básicas. Para isso nós iremos, definir uma senha na tela que surgirá e quantos computadores poderão acessar o nosso servidor ao mesmo tempo. Bem, se o computador é só seu, colocaremos então aqui o número 1.
Ainda nesta tela, iremos definir se durante o acesso ao computador servidor, o mouse e teclado ficarão desativados. Uma opção muito interessante para quem precisa dar um suporte e aula a distância e quer mostrar alguma tela de seu computador para o aluno sem que ele modifique a informação. Ideal para suporte a usuários corporativos (empresas) que possuem banda larga, que não sabem usar o comando salvar documento do Open Office por exemplo.
Sendo finalizada essa configuração, o VNC já está pronto para nos oferecer o acesso remoto do nosso servidor. O usuário que for acessar este computador remotamente de qualquer lugar do mundo desde que possua acesso a Internet e um computador e uma cópia do VNC Viewver, aquela primeira pasta que nós vimos na descompactação do arquivo.
O programa VNC Viewer ocupa apenas 127 KB do disquete, basta rodar o disquete e aparecerá a tela para fornecer a senha que dá acesso à máquina servidor.
Se por algum acaso você esteja, sem o seu disquete com a cópia do VNC Viewer, nós podemos resolver isso via Internet, buscando o nosso servidor. Agora vem sua pergunta: Como isso é possível? Basta digitar no browser o número IP do seu servidor seguido da porta 5800. Se por algum acaso o número IP for: 200.168.18.65, o comando será http://200.168.18.65:5800.
Acessado o número IP do seu servidor, logo em seguida aparecerá uma tela de autenticação, onde será necessário você digitar a senha que foi definida na configuração inicial do VNC. Assim que a senha é fornecida corretamente e você está autenticado e aparece o desktop do seu servidor.
Agora imagine que você é um sujeito muito esquecido e gosta das coisas práticas (como eu), não seria ótimo apenas digitar no browser do seu navegador ao invés de números IPs que vivem mudando, apenas o seu nome?
Isso é fácil, vamos ter mais uns 6 minutos de trabalho e deixar a coisa, perfeita e prática!
Primeiramente devemos entrar no site http://www.no-ip.com e iremos cadastrar um novo usuário.
Depois de cadastrados no site, iremos na parte downloads e baixaremos o arquivo que pode ser escolhido nos seguintes sistemas operacionais:
Windows
Macintosh
Linux / Unix
E baixamos o arquivo No-IP DUC v2.1.5, em seguida entraremos com nosso e-mail e senha, na parte de login para escolhermos o nosso domínio.
Depois de logado na tela que surgirá, iremos clicar no menu Hosts / Redirects em Add
Adicionar um novo domínio: em Hostname escolheremos o nome do nosso endereço na internet, e sua extensão, no meu caso ficou: endocrines.no-ip.com
Deixamos a marcação que aparece em Host Type: DNS Host (A) em seguida será mostrado o nosso número de ip no momento.
Para finalizarmos clicamos em Create Host em exatos cinco minutos possuímos o nosso link na internet para não termos mais que ficar decorando endereços de número de ip.
Para conseguirmos isso, devemos deixar o no-ip inicializando automaticamente com o nosso computador servidor, para tal basta executar o programa ducsetup.exe que você baixou lá do site do no-ip, e após chamá-lo, clicar em OPTIONS, e marcar a opção "Run on Startup". Este programa inclusive tem várias opções interessantes para fazer agendamento de conexão, seleção de porta, configuração no caso de proxy, etc.
Depois para acessá-lo basta digitarmos no meu exemplo: http://endocrines.no-ip.com:5800
Fácil e rápido não é mesmo?
Logo na primeira vez em que o VNC for utilizado será necessário efetuarmos algumas configurações básicas. Para isso nós iremos, definir uma senha na tela que surgirá e quantos computadores poderão acessar o nosso servidor ao mesmo tempo. Bem, se o computador é só seu, colocaremos então aqui o número 1.
Figura 1 – Nós veremos mais detalhes sobre estas opções no
final do tutorial.
Legenda Figura 1:
Incoming Connections
Este é o painel de configurações básicas para a conexão e acesso remoto do servidor.
Accept Soket Conections: Deixe esta opção marcada, pois sem ela não é possível acessarmos o servidor remotamente.
Display Number: Aqui nós iremos definir, quantos computadores no máximo podem acessar o nossos servidor simultaneamente.
Enable Java Viewer: Deixe esta opção marcada, pois ela habilita o Java para que melhor possamos ver a taxa de atualização no nosso browser.
When Last Cliente Disconnnects
Nesta opção podemos escolher, o que o nosso servidor irá fazer após uma conexão de uma máquina cliente. Máquina cliente, é um computador que utilizaremos para acessar o servidor remotamente.
Do Nothing: Nada, após desconectar do servidor, o mesmo continuará na Internet como se nem houvesse sido acessado remotamente. Deixe esta opção marcada.
Lock Workstation: Após desconectar, estação de trabalho “servidor” ficará trancado, evitando futuras conexões.
Logoff Workstation: Imediatamente após desconectar, o servidor efetuará Logoff.
Connection Settings
Painel de configuração, para agilidade nas máquinas clientes que acessarão remotamente o servidor.
Disable Remote Keyboard & Pointer: Esta opção marcada deixa que assim que a máquina cliente conecte no servidor, ele não possa utilizar o teclado e o mouse. Ideal para mostrar algo para seus amigos no seu computador, sem que eles interfiram por acaso em seu teclado ou mouse.
Disable Local Keyboard & Pointer: Assim que tivermos acesso ao computador servidor, nós possuímos total controle do mouse e teclado, evitando que o usuário na frente do servidor interfira em nossos comandos. Opção muito utilizada e elos suportes técnicos.
Remove Desktop Wallpaper: Com esta opção marcada nós não iremos ver o papel de parede no desktop do computador servidor, opção ideal para agilizarmos a navegação no computador servidor.
Update Handling
Aqui são as opções que irão nos ajudar na taxa de atualização da tela do nosso servidor.
Poll Full Screen: Esta habilita a captura em tela cheia, como se estivéssemos na frente do servidor.
Poll Foreground Window: Esta opção marcada como padrão, deixa a captura dentro do nosso browser como se fosse uma página web para a navegação.
Poll Window Under Cursor: Não mostra o cursor do mouse na janela do nosso browser. (Até hoje não funcionou comigo)
Poll Console Windows Only: Esta opção marcada como padrão.
Poll On Event Received Only: Habilita a opção de receber instantaneamente qualquer evento na área de trabalho.
Lembre-se que após efetuar alguma alteração, devemos sempre efetuar a seguinte ordem: Aplicar e depois OK para que as mesmas possuam efeito!
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domingo, 8 de abril de 2007
Uma ferramenta de busca em seu computador
Uma ferramenta de busca em seu computador
Todo usuário de computador e Internet conhece o mecanismo de busca na Internet disponibilizado pelo Google. Mas o que fazer quando necessitamos localizar uma determinada informação ou documento em nosso computador?
Pensando nisto, o próprio Google desenvolveu uma ferramenta de busca no computador chamada "Desktop Google"
O Desktop Google é um pequeno programa, que depois de instalado criará uma base de dados própria de todas as informações existentes em seu computador. Assim, você poderá realizar uma busca em todo HD, por exemplo, localizando todos os documentos que tenham em seu interior uma determinada palavra ou frase.
Instalei, usei e aprovei.
Esta ferramenta está disponível, gratuitamente no link abaixo:
http://www.desktop.google.com/
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Todo usuário de computador e Internet conhece o mecanismo de busca na Internet disponibilizado pelo Google. Mas o que fazer quando necessitamos localizar uma determinada informação ou documento em nosso computador?
Pensando nisto, o próprio Google desenvolveu uma ferramenta de busca no computador chamada "Desktop Google"
O Desktop Google é um pequeno programa, que depois de instalado criará uma base de dados própria de todas as informações existentes em seu computador. Assim, você poderá realizar uma busca em todo HD, por exemplo, localizando todos os documentos que tenham em seu interior uma determinada palavra ou frase.
Instalei, usei e aprovei.
Esta ferramenta está disponível, gratuitamente no link abaixo:
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Atalhos do Windows
Atalhos do Windows
Atalhos do Windows
Mesmo sendo um sistema operacional de interface gráfica, utiliza-se muito o teclado no Windows. Além de escrever textos (óbvio :P), podemos utilizar atalhos através dele a fim de aumentar a produtividade. A tecla WinKey (aquela com o símbolo do Windows que fica entre o Control e o Alt) é pouquíssima utilizada pela maioria das pessoas. Muitas sequer sabem seu nome. Mas a verdade é que, sabendo usá-la, será muito útil no dia a dia. Um exemplo: ao invés de ir ao menu Iniciar > Painel de Controle > Sistema, basta você apertar junto as teclas WinKey e Pause/Break para entrar nas propriedades do sistema. Abaixo, uma pequena lista dos atalhos possíveis através da WinKey.
Obs.: Entenda "+" como sendo para pressionar junto as teclas.
WinKey Abre o Menu Iniciar
WinKey + E Abre o Windows Explorer
WinKey + F Abre a Pesquisa
WinKey + R Abre o Executar
WinKey + L Altera usuário (Windows XP)
WinKey + M Minimiza todas as janelas
WinKey + Shift + M Restaura todas as janelas
WinKey + D Mostra o desktop
WinKey + U Abre o gerenciador de utilitários
WinKey + Pause/Break Abre as propriedades do sistema
Há ainda a possibilidade de acrescentar mais atalhos utilizando a tecla winkey através do freeware WinKey, da Coppernic. Um programa muito útil, e muito discreto. Tanto que nem precisa estar na bandeja para rodar. Após instalá-lo, entre no programa e clique no botão Add.... Na janela que se abre, configure o comando de atalho, a pasta ou arquivo original, e clique em Ok. Faça o teste! :) O ideal é criar atalhos para os programas mais usados no cotidiano.
Outra tecla que tem muitas funções de atalho é o Alt. Em quase todos os programas, nas opções dos menus há sempre uma letra sublinhada. Isso significa que se você apertar a letra correspondente segurando Alt, a opção será ativada. Alguns atalhos gerais da tecla Alt:
Alt + F4 Fecha o programa em foco (no caso de nenhum, desliga o Windows)
Alt + Tab Segure Alt e vá clicando em Tab para alternar o foco entre as janelas abertas
Alt + Enter Abre as propriedades do objeto selecionado
Basicamente é isso. Essas são apenas alguns dos atalhos do Windows. Cada programa tem os seus específicos. As teclas de atalho ajudam muito no trabalho, agilizando-o e, consequentemente, aumentando a produtividade. Pode parecer meio estranho no começo, mas depois que se acostuma tudo fica mais fácil. Você passará a usar menos o mouse. Seu pulso agradece :-)
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Atalhos do Windows
Mesmo sendo um sistema operacional de interface gráfica, utiliza-se muito o teclado no Windows. Além de escrever textos (óbvio :P), podemos utilizar atalhos através dele a fim de aumentar a produtividade. A tecla WinKey (aquela com o símbolo do Windows que fica entre o Control e o Alt) é pouquíssima utilizada pela maioria das pessoas. Muitas sequer sabem seu nome. Mas a verdade é que, sabendo usá-la, será muito útil no dia a dia. Um exemplo: ao invés de ir ao menu Iniciar > Painel de Controle > Sistema, basta você apertar junto as teclas WinKey e Pause/Break para entrar nas propriedades do sistema. Abaixo, uma pequena lista dos atalhos possíveis através da WinKey.
Obs.: Entenda "+" como sendo para pressionar junto as teclas.
WinKey Abre o Menu Iniciar
WinKey + E Abre o Windows Explorer
WinKey + F Abre a Pesquisa
WinKey + R Abre o Executar
WinKey + L Altera usuário (Windows XP)
WinKey + M Minimiza todas as janelas
WinKey + Shift + M Restaura todas as janelas
WinKey + D Mostra o desktop
WinKey + U Abre o gerenciador de utilitários
WinKey + Pause/Break Abre as propriedades do sistema
Há ainda a possibilidade de acrescentar mais atalhos utilizando a tecla winkey através do freeware WinKey, da Coppernic. Um programa muito útil, e muito discreto. Tanto que nem precisa estar na bandeja para rodar. Após instalá-lo, entre no programa e clique no botão Add.... Na janela que se abre, configure o comando de atalho, a pasta ou arquivo original, e clique em Ok. Faça o teste! :) O ideal é criar atalhos para os programas mais usados no cotidiano.
Outra tecla que tem muitas funções de atalho é o Alt. Em quase todos os programas, nas opções dos menus há sempre uma letra sublinhada. Isso significa que se você apertar a letra correspondente segurando Alt, a opção será ativada. Alguns atalhos gerais da tecla Alt:
Alt + F4 Fecha o programa em foco (no caso de nenhum, desliga o Windows)
Alt + Tab Segure Alt e vá clicando em Tab para alternar o foco entre as janelas abertas
Alt + Enter Abre as propriedades do objeto selecionado
Basicamente é isso. Essas são apenas alguns dos atalhos do Windows. Cada programa tem os seus específicos. As teclas de atalho ajudam muito no trabalho, agilizando-o e, consequentemente, aumentando a produtividade. Pode parecer meio estranho no começo, mas depois que se acostuma tudo fica mais fácil. Você passará a usar menos o mouse. Seu pulso agradece :-)
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Windows XP "Light"
Windows XP "Light"
Windows XP 'Light'
Segundo a Microsoft, a configuração mínima para rodar o Windows XP é um processador de 233 MHz e 64 Mb de memória. Ok, agora pare e tente lembrar se você já viu algum PC com essas características rodando o referido sistema... A maioria das pessoas respondeu "nenhum"! Ocorre que os elementos visuais do Windows XP são demasiadamente pesados e, pior, vêm todos ativados por padrão. Além disso, há outras opções desnecessárias que só fazem o sistema pesar mais. Neste tutorial, faremos uma verdadeira dieta no Windows XP, desabilitando toda e qualquer opção que influencie diretamente na velocidade do sistema. Sinceramente não sei se, com essas mudanças, será possível rodá-lo numa configuração tida como mínima pela Microsoft, por não dispor de um; entretanto, garanto que haverá um ganho de performance considerável, independente do PC usado.
*
Deskmod, não!
O deskmod, prática que consiste em mudar e/ou incrementar a área de trabalho, embora seja muito legal e apreciada pela maioria de nós, é um veneno para minar o desempenho geral da máquina. Programas abertos consomem mais memória, gráficos mais elaborados exigem mais da placa de vídeo, e todo este conjunto faz sofrer o processador. Então, a primeira providência a ser tomada é eliminar qualquer resquício de deskmod que exista no Windows.
Vamos começar pelo grosso: programas! StyleXP, Samurize, Rainlendar, Y'z (todos), enfim, qualquer programa de deskmod deverá ser desinstalado. Isso economizará uma grande quantidade de memória.
A seguir, iremos abolir o papel de parede. Apesar de que nos PCs atuais ele não faça muita diferença, nos antigos é uma tortura maximizar/minimizar uma janela, devido ao tamanho do papel de parede. O caminho para tirá-lo é o seguinte: botão direito no desktop, clique em Propriedades; na janela que se abre, clique na aba Área de trabalho. Em Plano de fundo, selecione a opção (Nenhum). Por fim, clique em Ok. Você pode mudar a cor de fundo do desktop navegando até a aba Aparência desta mesma janela, clicando no botão Avançada e, na nova janela que se abre, selecionando sua cor predileta.
Certifique-se também de não usar proteções de tela demasiadamente pesadas. Use aquela normal (Windows XP), ou então desabilite este recurso (recomendado!). Tudo isso pode ser configurado nas Propriedades de Vídeo, aba Proteção de tela.
Para terminar esta parte, habilite o tema clássico do Windows. Nas Propriedades de Vídeo (janela a que me referi nos parágrafos anteriores), logo na primeira aba (Temas), escolha a opção Tema clássico do Windows e clique em Ok.
*
Desabilitando efeitos especiais
A interface do Windows XP, como já foi dito, traz inúmeros efeitos que embelezam o ambiente de trabalho, mas comprometem o desempenho. O que faremos agora é desabilitar todos, sem exceção. Para começar a faxina, comecemos pelas Propriedades de Vídeo; lá, navegue até a aba Aparência, e clique no botão Efeitos…. Configure as opções desta janela como na figura abaixo:
img 1
Só uma nota: o método Clear Type, embora seja recomendado para melhorar a visualização da imagem em monitores LCD (de cristal líquido), tem um efeito muito bom em monitores CRT. Ative a opção e veja a diferença ;)
Nosso próximo passo é eliminar mais efeitos visuais. Vá até as Propriedades do sistema (botão direito no Meu Computador, clique em Propriedades), e entre na aba Avançado. Logo na primeira tela da janela que abriu-se, clique no botão Configurações da primeira caixa (Desempenho). Na nova janela, marque a opção Ajustar para obter um melhor desempenho. Dê Ok e pronto!
No Explorer, vá até o menu Ferramentas, e entre em Opções de pasta. Na primeira tela, em Tarefas, marque a opção Usar pastas clássicas do Windows. Dê Ok, vá ao menu Exibir, acione a opção Barra de status, e marque também a opção Detalhes. A seguir, volte às Opções de pasta, entre na aba Modo de Exibição e clique no botão Aplicar a todas as pastas.
Vamos agora dar uma ajeitada no Menu Iniciar. Clique com o botão direito nele e vá até Propriedades. Na primeira tela, configure-a assim:
img 2
Em seguida, navegue até a aba Menu 'Iniciar'. Embora o Menu Iniciar normal seja recomendado, e de fato seja superior, neste tutorial especificamente recomendarei a adoção do Menu Iniciar Clássico. Como este artigo de destina a computadores de baixo desempenho, nestes casos o Menu Iniciar normal é mais pesado, sim. Selecionando o clássico, clique no botão Personalizar... que se acende. Na parte baixa da nova janela (Opções avançadas do Menu 'Iniciar'), quanto menos itens estiverem selecionados, melhor! Trate de deixar apenas os vitais; tudo que for irrelevante, desmarque. Dê Ok, e confira seu novo Menu Iniciar.
*
Uma ajuda de peso: Tweak UI
Para quem não conhece, o Tweak UI é o membro mais ilustre da "mini-família" de softwares para Windows XP pela Microsoft denominada PowerToys. Ele é um utilitário que permite ao usuário alterar diversas configurações antes ocultas do Windows XP. Iremos agora aos pontos principais no que se refere à economia de recursos do sistema. Para facilitar a demonstração de quais opções ativar ou não, as explicações de cada opção será dada na mesma ordem que está no programa. Só faça as mudanças citadas abaixo; o que não for comentado, deixe como está.
General: desmarque todas as opções.
Explorer: desmarque a opção Allow Recent Documents on Start Menu.
Explorer > Thumbnails: Em Image Quality, mova a barrinha para Low.
Taskbar: desmarque as opções Enable balloon tips e Warn when low on disk space.
Desktop: Só deixe o que você achar necessário (sugestão: só o Meu Computador).
Templates: Aqui a regra é a seguinte: quanto menos, melhor! Sugestão: deixe somente o Bloco de Notas.
Agora dê um Ok e sinta a diferença :)
*
Menu Iniciar organizado
Cada programa instalado no Windows adiciona atalhos no Menu Iniciar, que facilita o acesso à documentação, extras e ao próprio programa. Cada programa cria uma pasta no Menu Iniciar, o que vai inflando-o, ficando este cada vez maior e mais pesado. Vamos aprender agora a organizar o Menu Iniciar, processo qual nos trará dois benefícios: maior organização e conseqüente facilidade em encontrar o que se procura, e mais velocidade de abertura do menu em computadores lentos.
O Menu Iniciar é composto por duas pastas, uma pública, compartilhada (All Users), presente em todas as contas, e outra particular, específica de cada conta. Veja o caminho delas no Explorer:
Pública / compartilhada
C:\Documents and Settings\All Users\Menu Iniciar\Programas
Particular
C:\Documents and Settings\[usuário]\Menu Iniciar\Programas
Se somente você usa o computador, ou então queira compartilhar o mesmo menu com os outros usuários, concentre-se na pasta All Users. Caso contrário, será preciso deixar esta pasta vazia (com exceção das pastas Acessórios e Ferramentas administrativas), e concentrar-se em cada pasta particular. Neste tutorial, vamos supor que o menu será compartilhado por todos os usuários; então, fiquemos na pasta All Users.
Antes de começarmos, veja um exemplo de Menu Iniciar organizado:
img 3
De inicio, crie pastas que discriminem certo tipo de programa (dentro da All Users). Alguns exemplos: Internet, Utilitários, Multimídia etc. Nestas pastas ficaram os atalhos dos programas.
Para terminar, navegue pelas pastas que foram criadas pelos programas durante a instalação, copie o atalho principal para uma das pastas criadas, e delete a do programa. Veja a imagem abaixo para se localizar melhor:
img 4
------------------------------------------------------------------------
img 5
Repita este processo com todos os programas presentes no Menu Iniciar.
*
Dieta na inicialização
Alguns programas, visando a comodidade, iniciam junto com o Windows. Isto faz com que o carregamento do sistema demore mais que o normal. Logicamente, alguns programas têm que abrir junto com o Windows, como é o caso do anti vírus. Mas outros, como comunicadores instantâneos (ICQ, MSN Messenger etc.) são totalmente dispensáveis, afinal de contas, você não os usará assim que ligar o PC (pelo menos a maioria age assim =) Há duas maneiras de remover estes programas da inicialização: configurando para que isto não aconteça diretamente nas opções dos programas, ou mexendo no msconfig.exe. A desvantagem do primeiro método é que nem sempre os programas dão ao usuário esta faculdade de decisão. Portanto, iremos aprender a maneira mais fácil e rápida, pelo Utilitário de configuração do sistema.
Para entrar nesta aplicação, vá ao Menu Iniciar, clique em Executar..., e digite "msconfig.exe" (sem aspas); dê Ok e uma janela abrirá. Nesta janela há várias abas, com algumas possibilidades de personalização. Sem delongas, vamos ao que nos interessa, a aba Inicializar. Nesta, há três colunas: Item de inicialização, que é o nome do programa/aplicação, Comando, que é o que o próprio nome diz, o comando que o Windows utiliza para iniciá-lo, e Local, que refere-se ao lugar onde determinado arquivo/programa está.
Alguns programas você identifica pela coluna Comando, pois ali se encontra, na maior parte das vezes, o caminho do atalho do software. Tente desmarcar o máximo de itens possível; só reforçando, o único que deve ser deixado com certeza é o anti vírus; ademais, todos podem ser dispensáveis, dependendo apenas de você.
*
Finalizando...
O Windows XP emagrece alguns quilos depois deste tutorial =) Não sei se, mesmo com todas estas dicas, PCs com requisitos mínimos serão capazes de rodar o sistema; se não forem, é melhor a Microsoft rever seus conceitos, pois, mais leve que isso, só usando o DOS =P
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Windows XP 'Light'
Segundo a Microsoft, a configuração mínima para rodar o Windows XP é um processador de 233 MHz e 64 Mb de memória. Ok, agora pare e tente lembrar se você já viu algum PC com essas características rodando o referido sistema... A maioria das pessoas respondeu "nenhum"! Ocorre que os elementos visuais do Windows XP são demasiadamente pesados e, pior, vêm todos ativados por padrão. Além disso, há outras opções desnecessárias que só fazem o sistema pesar mais. Neste tutorial, faremos uma verdadeira dieta no Windows XP, desabilitando toda e qualquer opção que influencie diretamente na velocidade do sistema. Sinceramente não sei se, com essas mudanças, será possível rodá-lo numa configuração tida como mínima pela Microsoft, por não dispor de um; entretanto, garanto que haverá um ganho de performance considerável, independente do PC usado.
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Deskmod, não!
O deskmod, prática que consiste em mudar e/ou incrementar a área de trabalho, embora seja muito legal e apreciada pela maioria de nós, é um veneno para minar o desempenho geral da máquina. Programas abertos consomem mais memória, gráficos mais elaborados exigem mais da placa de vídeo, e todo este conjunto faz sofrer o processador. Então, a primeira providência a ser tomada é eliminar qualquer resquício de deskmod que exista no Windows.
Vamos começar pelo grosso: programas! StyleXP, Samurize, Rainlendar, Y'z (todos), enfim, qualquer programa de deskmod deverá ser desinstalado. Isso economizará uma grande quantidade de memória.
A seguir, iremos abolir o papel de parede. Apesar de que nos PCs atuais ele não faça muita diferença, nos antigos é uma tortura maximizar/minimizar uma janela, devido ao tamanho do papel de parede. O caminho para tirá-lo é o seguinte: botão direito no desktop, clique em Propriedades; na janela que se abre, clique na aba Área de trabalho. Em Plano de fundo, selecione a opção (Nenhum). Por fim, clique em Ok. Você pode mudar a cor de fundo do desktop navegando até a aba Aparência desta mesma janela, clicando no botão Avançada e, na nova janela que se abre, selecionando sua cor predileta.
Certifique-se também de não usar proteções de tela demasiadamente pesadas. Use aquela normal (Windows XP), ou então desabilite este recurso (recomendado!). Tudo isso pode ser configurado nas Propriedades de Vídeo, aba Proteção de tela.
Para terminar esta parte, habilite o tema clássico do Windows. Nas Propriedades de Vídeo (janela a que me referi nos parágrafos anteriores), logo na primeira aba (Temas), escolha a opção Tema clássico do Windows e clique em Ok.
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Desabilitando efeitos especiais
A interface do Windows XP, como já foi dito, traz inúmeros efeitos que embelezam o ambiente de trabalho, mas comprometem o desempenho. O que faremos agora é desabilitar todos, sem exceção. Para começar a faxina, comecemos pelas Propriedades de Vídeo; lá, navegue até a aba Aparência, e clique no botão Efeitos…. Configure as opções desta janela como na figura abaixo:
img 1
Só uma nota: o método Clear Type, embora seja recomendado para melhorar a visualização da imagem em monitores LCD (de cristal líquido), tem um efeito muito bom em monitores CRT. Ative a opção e veja a diferença ;)
Nosso próximo passo é eliminar mais efeitos visuais. Vá até as Propriedades do sistema (botão direito no Meu Computador, clique em Propriedades), e entre na aba Avançado. Logo na primeira tela da janela que abriu-se, clique no botão Configurações da primeira caixa (Desempenho). Na nova janela, marque a opção Ajustar para obter um melhor desempenho. Dê Ok e pronto!
No Explorer, vá até o menu Ferramentas, e entre em Opções de pasta. Na primeira tela, em Tarefas, marque a opção Usar pastas clássicas do Windows. Dê Ok, vá ao menu Exibir, acione a opção Barra de status, e marque também a opção Detalhes. A seguir, volte às Opções de pasta, entre na aba Modo de Exibição e clique no botão Aplicar a todas as pastas.
Vamos agora dar uma ajeitada no Menu Iniciar. Clique com o botão direito nele e vá até Propriedades. Na primeira tela, configure-a assim:
img 2
Em seguida, navegue até a aba Menu 'Iniciar'. Embora o Menu Iniciar normal seja recomendado, e de fato seja superior, neste tutorial especificamente recomendarei a adoção do Menu Iniciar Clássico. Como este artigo de destina a computadores de baixo desempenho, nestes casos o Menu Iniciar normal é mais pesado, sim. Selecionando o clássico, clique no botão Personalizar... que se acende. Na parte baixa da nova janela (Opções avançadas do Menu 'Iniciar'), quanto menos itens estiverem selecionados, melhor! Trate de deixar apenas os vitais; tudo que for irrelevante, desmarque. Dê Ok, e confira seu novo Menu Iniciar.
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Uma ajuda de peso: Tweak UI
Para quem não conhece, o Tweak UI é o membro mais ilustre da "mini-família" de softwares para Windows XP pela Microsoft denominada PowerToys. Ele é um utilitário que permite ao usuário alterar diversas configurações antes ocultas do Windows XP. Iremos agora aos pontos principais no que se refere à economia de recursos do sistema. Para facilitar a demonstração de quais opções ativar ou não, as explicações de cada opção será dada na mesma ordem que está no programa. Só faça as mudanças citadas abaixo; o que não for comentado, deixe como está.
General: desmarque todas as opções.
Explorer: desmarque a opção Allow Recent Documents on Start Menu.
Explorer > Thumbnails: Em Image Quality, mova a barrinha para Low.
Taskbar: desmarque as opções Enable balloon tips e Warn when low on disk space.
Desktop: Só deixe o que você achar necessário (sugestão: só o Meu Computador).
Templates: Aqui a regra é a seguinte: quanto menos, melhor! Sugestão: deixe somente o Bloco de Notas.
Agora dê um Ok e sinta a diferença :)
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Menu Iniciar organizado
Cada programa instalado no Windows adiciona atalhos no Menu Iniciar, que facilita o acesso à documentação, extras e ao próprio programa. Cada programa cria uma pasta no Menu Iniciar, o que vai inflando-o, ficando este cada vez maior e mais pesado. Vamos aprender agora a organizar o Menu Iniciar, processo qual nos trará dois benefícios: maior organização e conseqüente facilidade em encontrar o que se procura, e mais velocidade de abertura do menu em computadores lentos.
O Menu Iniciar é composto por duas pastas, uma pública, compartilhada (All Users), presente em todas as contas, e outra particular, específica de cada conta. Veja o caminho delas no Explorer:
Pública / compartilhada
C:\Documents and Settings\All Users\Menu Iniciar\Programas
Particular
C:\Documents and Settings\[usuário]\Menu Iniciar\Programas
Se somente você usa o computador, ou então queira compartilhar o mesmo menu com os outros usuários, concentre-se na pasta All Users. Caso contrário, será preciso deixar esta pasta vazia (com exceção das pastas Acessórios e Ferramentas administrativas), e concentrar-se em cada pasta particular. Neste tutorial, vamos supor que o menu será compartilhado por todos os usuários; então, fiquemos na pasta All Users.
Antes de começarmos, veja um exemplo de Menu Iniciar organizado:
img 3
De inicio, crie pastas que discriminem certo tipo de programa (dentro da All Users). Alguns exemplos: Internet, Utilitários, Multimídia etc. Nestas pastas ficaram os atalhos dos programas.
Para terminar, navegue pelas pastas que foram criadas pelos programas durante a instalação, copie o atalho principal para uma das pastas criadas, e delete a do programa. Veja a imagem abaixo para se localizar melhor:
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Repita este processo com todos os programas presentes no Menu Iniciar.
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Dieta na inicialização
Alguns programas, visando a comodidade, iniciam junto com o Windows. Isto faz com que o carregamento do sistema demore mais que o normal. Logicamente, alguns programas têm que abrir junto com o Windows, como é o caso do anti vírus. Mas outros, como comunicadores instantâneos (ICQ, MSN Messenger etc.) são totalmente dispensáveis, afinal de contas, você não os usará assim que ligar o PC (pelo menos a maioria age assim =) Há duas maneiras de remover estes programas da inicialização: configurando para que isto não aconteça diretamente nas opções dos programas, ou mexendo no msconfig.exe. A desvantagem do primeiro método é que nem sempre os programas dão ao usuário esta faculdade de decisão. Portanto, iremos aprender a maneira mais fácil e rápida, pelo Utilitário de configuração do sistema.
Para entrar nesta aplicação, vá ao Menu Iniciar, clique em Executar..., e digite "msconfig.exe" (sem aspas); dê Ok e uma janela abrirá. Nesta janela há várias abas, com algumas possibilidades de personalização. Sem delongas, vamos ao que nos interessa, a aba Inicializar. Nesta, há três colunas: Item de inicialização, que é o nome do programa/aplicação, Comando, que é o que o próprio nome diz, o comando que o Windows utiliza para iniciá-lo, e Local, que refere-se ao lugar onde determinado arquivo/programa está.
Alguns programas você identifica pela coluna Comando, pois ali se encontra, na maior parte das vezes, o caminho do atalho do software. Tente desmarcar o máximo de itens possível; só reforçando, o único que deve ser deixado com certeza é o anti vírus; ademais, todos podem ser dispensáveis, dependendo apenas de você.
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Finalizando...
O Windows XP emagrece alguns quilos depois deste tutorial =) Não sei se, mesmo com todas estas dicas, PCs com requisitos mínimos serão capazes de rodar o sistema; se não forem, é melhor a Microsoft rever seus conceitos, pois, mais leve que isso, só usando o DOS =P
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acesso gratuito a anti-spyware da Microsoft
Usuários do Windows têm acesso gratuito a anti-spyware da Microsoft
Usuários do Windows têm acesso à versão beta de um programa gratuito anti-spyware, oferecido pela Microsoft. O programa, com atualização mensal, representa um passo para a companhia iniciar a venda de produtos de segurança, afirmam especialistas.
Já disponível no site da empresa, a ferramenta pode ser utilizada por usuários do Windows 2000 ou versões mais atualizadas do sistema.
A partir de 11 de janeiro, os clientes da empresa também poderão baixar do site uma ferramenta antivírus. A empresa divulgou que a novidade não previne infecções: ela remove as pragas e deve complementar a proteção de outros antivírus.
"Nossos clientes nos disseram que precisam de soluções que facilitem a proteção contra essas ameaças constantes", afirmou Mike Nash, vice-presidente da unidade de segurança da tecnologia.
A versão beta já disponível no site é baseada na tecnologia da empresa de anti-spyware Giant, adquirida pela Microsoft em meados de dezembro. Essa solução deve eliminar e reduzir os efeitos negativos causados por softs espiões.
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Usuários do Windows têm acesso à versão beta de um programa gratuito anti-spyware, oferecido pela Microsoft. O programa, com atualização mensal, representa um passo para a companhia iniciar a venda de produtos de segurança, afirmam especialistas.
Já disponível no site da empresa, a ferramenta pode ser utilizada por usuários do Windows 2000 ou versões mais atualizadas do sistema.
A partir de 11 de janeiro, os clientes da empresa também poderão baixar do site uma ferramenta antivírus. A empresa divulgou que a novidade não previne infecções: ela remove as pragas e deve complementar a proteção de outros antivírus.
"Nossos clientes nos disseram que precisam de soluções que facilitem a proteção contra essas ameaças constantes", afirmou Mike Nash, vice-presidente da unidade de segurança da tecnologia.
A versão beta já disponível no site é baseada na tecnologia da empresa de anti-spyware Giant, adquirida pela Microsoft em meados de dezembro. Essa solução deve eliminar e reduzir os efeitos negativos causados por softs espiões.
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Segredos do GOOGLE - interessantes....
Segredos do GOOGLE - interessantes....
Use o Google do jeito certo
Se você conhece a sintaxe certa, pode ir rapidamente para uma pequena lista de resultados desejados. A seguir, listamos algumas frases- chave de busca e como usá-las. A maioria das consultas vale tanto para a página do serviço de busca quanto para a barra de ferramentas que pode ser acrescentada ao Internet Explorer.
O Google também vai além de uma ferramenta de busca. Ele é um dicionário, uma calculadora, um catálogo de telefone... Veja como explorar seus recursos.
Mais para + e – – Para fazer o Google incluir palavras vazias (palavras comuns que ele ignoraria, como “a”), você pode usar um + (sinal de mais). Para fazer o Google excluir palavras vazias, substitua o + por um – (sinal de menos). Exemplo: para encontrar atalhos de teclado no processador de textos Microsoft Word, digite keyboard+shortcut+word. Substitua word por qualquer nome de aplicação para obter atalhos de teclado para ela, como OE (para Outlook Express), Quicken e Acrobat. Com todas as palavras da sintaxe, certifique-se de não haver espaço depois de ambos os sinais ou do sinal de dois pontos.
Direto no título – Se você incluir a expressão “intitle:”, sem as aspas, em sua busca, o Google procura apenas palavras encontradas em títulos de páginas web. Exemplo: intitle:chocolate
Preso na web – Quer desprezar o conteúdo das páginas e concentrar as baterias da busca apenas nas URLs? Use a expressão “inurl:”, sem as aspas, antes da palavra pesquisada. Exemplo: inurl:futebol
No formato certo – Muitos tipos de arquivos são pesquisados pelo Google, além das páginas no formato HTML padrão. Para fazer isso, basta usar a expressão “filetype:”, sem as aspas, no campo de busca. Exemplo: se você digitar “filetype:doc chocolate”, receberá apenas documentos do Word sobre chocolate. A mesma regra vale para outros tipos de arquivos criados com os programas correspondentes. Exemplos:
• Adobe Acrobat (pdf)
• Lotus 1-2-3 (wk1, wk2 e assim por diante)
• Microsoft Excel (xls)
• Microsoft PowerPoint (ppt)
• Rich Text Format (rtf)
• Shockwave Flash (swf)
• Text (ans, txt)
Suporte a texto – O Google busca apenas no corpo do texto de páginas web – não em links, URLs ou títulos – quando a busca é iniciada pela expressão “intext”, sem as aspas Exemplo: intext:chocolate
Cite o site – Use a sintaxe “site”, sem as aspas, quando quiser limitar a busca do Google a um endereço específico. Exemplo: site: pcworld.com.br Google oferecerá referências sobre o serviço de busca no site da PC WORLD.
As dez primeiras palavras – O Google limita as buscas às 10 primeiras palavras entradas. Em razão disso, use as frases mais curtas possíveis. O Google também pesquisa palavras na ordem em que aparecem, ou seja, “livro eletrônico” traria resultados diferentes de “eletrônico livro”.
Definições definitivas – Não tem um dicionário à mão? Encontre definições para palavras digitando “define:”, sem as aspas, seguido da palavra sobre a qual quer o significado. Exemplo: define:music. O Google retorna apenas a definição. Se você quiser incluir na lista de resultados sites baseados na palavra, descarte o sinal de dois pontos. Exemplo: define music. Infelizmente, funciona apenas para termos em inglês.
Calculadora embutida – Usar a calculadora do Google é fácil como 2+2. Basta digitar os números que você gostaria de calcular, sem o sinal de igual. Exemplo: 124+168 retorna 124 + 168 = 292. Para multiplicações, use um asterisco (*); para divisões, use uma barra oblíqua (/). Você também pode usar a calculadora do Google para cálculos matemáticos um pouco mais complexos. Obtenha orientação em www.google.com/help/calculator.html.
Quão feliz você pode ser ? – O botão Estou com Sorte, ao lado do botão Pesquisa Google leva você diretamente à primeira página Web que seria listada em uma página comum de resultados de busca do Google. Ela é melhor usada como um atalho para um site que, claramente, será o primeiro resultado.
O grande catálogo telefônico – Você tem um telefone dos Estados Unidos e quer saber o endereço? Digite o número de telefone residencial (312-555-1212, por exemplo) para obter o endereço (e um mapa) ou escreva o primeiro nome (ou inicial), último nome e cidade para obter o número, se ele estiver listado. Você também pode concentrar a busca acrescentando o CEP.
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Use o Google do jeito certo
Se você conhece a sintaxe certa, pode ir rapidamente para uma pequena lista de resultados desejados. A seguir, listamos algumas frases- chave de busca e como usá-las. A maioria das consultas vale tanto para a página do serviço de busca quanto para a barra de ferramentas que pode ser acrescentada ao Internet Explorer.
O Google também vai além de uma ferramenta de busca. Ele é um dicionário, uma calculadora, um catálogo de telefone... Veja como explorar seus recursos.
Mais para + e – – Para fazer o Google incluir palavras vazias (palavras comuns que ele ignoraria, como “a”), você pode usar um + (sinal de mais). Para fazer o Google excluir palavras vazias, substitua o + por um – (sinal de menos). Exemplo: para encontrar atalhos de teclado no processador de textos Microsoft Word, digite keyboard+shortcut+word. Substitua word por qualquer nome de aplicação para obter atalhos de teclado para ela, como OE (para Outlook Express), Quicken e Acrobat. Com todas as palavras da sintaxe, certifique-se de não haver espaço depois de ambos os sinais ou do sinal de dois pontos.
Direto no título – Se você incluir a expressão “intitle:”, sem as aspas, em sua busca, o Google procura apenas palavras encontradas em títulos de páginas web. Exemplo: intitle:chocolate
Preso na web – Quer desprezar o conteúdo das páginas e concentrar as baterias da busca apenas nas URLs? Use a expressão “inurl:”, sem as aspas, antes da palavra pesquisada. Exemplo: inurl:futebol
No formato certo – Muitos tipos de arquivos são pesquisados pelo Google, além das páginas no formato HTML padrão. Para fazer isso, basta usar a expressão “filetype:”, sem as aspas, no campo de busca. Exemplo: se você digitar “filetype:doc chocolate”, receberá apenas documentos do Word sobre chocolate. A mesma regra vale para outros tipos de arquivos criados com os programas correspondentes. Exemplos:
• Adobe Acrobat (pdf)
• Lotus 1-2-3 (wk1, wk2 e assim por diante)
• Microsoft Excel (xls)
• Microsoft PowerPoint (ppt)
• Rich Text Format (rtf)
• Shockwave Flash (swf)
• Text (ans, txt)
Suporte a texto – O Google busca apenas no corpo do texto de páginas web – não em links, URLs ou títulos – quando a busca é iniciada pela expressão “intext”, sem as aspas Exemplo: intext:chocolate
Cite o site – Use a sintaxe “site”, sem as aspas, quando quiser limitar a busca do Google a um endereço específico. Exemplo: site: pcworld.com.br Google oferecerá referências sobre o serviço de busca no site da PC WORLD.
As dez primeiras palavras – O Google limita as buscas às 10 primeiras palavras entradas. Em razão disso, use as frases mais curtas possíveis. O Google também pesquisa palavras na ordem em que aparecem, ou seja, “livro eletrônico” traria resultados diferentes de “eletrônico livro”.
Definições definitivas – Não tem um dicionário à mão? Encontre definições para palavras digitando “define:”, sem as aspas, seguido da palavra sobre a qual quer o significado. Exemplo: define:music. O Google retorna apenas a definição. Se você quiser incluir na lista de resultados sites baseados na palavra, descarte o sinal de dois pontos. Exemplo: define music. Infelizmente, funciona apenas para termos em inglês.
Calculadora embutida – Usar a calculadora do Google é fácil como 2+2. Basta digitar os números que você gostaria de calcular, sem o sinal de igual. Exemplo: 124+168 retorna 124 + 168 = 292. Para multiplicações, use um asterisco (*); para divisões, use uma barra oblíqua (/). Você também pode usar a calculadora do Google para cálculos matemáticos um pouco mais complexos. Obtenha orientação em www.google.com/help/calculator.html.
Quão feliz você pode ser ? – O botão Estou com Sorte, ao lado do botão Pesquisa Google leva você diretamente à primeira página Web que seria listada em uma página comum de resultados de busca do Google. Ela é melhor usada como um atalho para um site que, claramente, será o primeiro resultado.
O grande catálogo telefônico – Você tem um telefone dos Estados Unidos e quer saber o endereço? Digite o número de telefone residencial (312-555-1212, por exemplo) para obter o endereço (e um mapa) ou escreva o primeiro nome (ou inicial), último nome e cidade para obter o número, se ele estiver listado. Você também pode concentrar a busca acrescentando o CEP.
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A História do MS-DOS
A História do MS-DOS
1) Introdução
Um sistema operacional é fundamental para que se possa operar um computador, seja ele do tipo Mac, PC ou um complexo servidor de rede. Ele representa o "tradutor" da linguagem de máquina para outra mais compreensível às pessoas sob a forma de comandos escritos e desenhos representativos.
Por exemplo, ao digitar uma palavra no seu editor de texto, códigos são gerados a partir de circuitos elétricos no teclado e enviados ao computador onde será "perguntado" ao sistema operacional que está na memória o que é, para que e para onde vai aquele código. Os circuitos eletrônicos do computador já dirão ao sistema que se trata de códigos de teclado ficando a seu cargo dizer que letras são, conferir com o editor de texto se não se trata de algum comando (como exibir, salvar ou imprimir o texto) e mandá-los à placa controladora de vídeo que o fará aparecer na tela da forma que o editor determinar ao sistema operacional. Tudo isto, sem muitos detalhes, é uma pequena amostra do que ocorre dentro do seu computador, em milésimos de segundo, tendo como importante intermediador o sistema operacional, lembrando que todo este processo é válido tanto para os antigos sistemas como para os atuais como o Win95, MacOS, WinNT, Novell, Unix e o OS/2.
De certa forma, ele não passa de um programa como os outros: tem linhas de código , mensagens de erro, comandos e ícones diversos (alguns até um pouco incompreensíveis), penduricalhos inúteis e de vez em quando - aliás, freqüentemente - deixa-nos de cabelo em pé com suas "travas" misteriosas. Porém, o DOS tem uma peculiaridade: ele rege o computador, é ele quem diz aos outros programas onde está e em que local gravar determinados dados anotando onde eles estarão para futuras leituras, o que fazer quando algo ocorre fora do previsto, administrar os recursos da máquina, gerenciando prioridades solicitadas por diversos programas quando rodam ao mesmo tempo (multitarefa), comandando o uso da memória RAM, e fazer a manutenção e configuração de todo o hardware. Por isso não podemos fazer com ele o que fazemos com os outros programas comuns, que só dão dor de cabeça: jogar no lixo.
2) Um pouco da história do computador
Para entender melhor o porquê da existência e evolução do DOS, vamos ver como nasceram os computadores da linha PC - Personal Computer.
Os primeiros computadores eletrônicos construídos utilizavam válvulas elétricas, ou seja, toda as operações a serem executadas neles eram definidas via placas de circuitos, cartões ou fitas perfuradas, fios e conexões que se trocavam , modificando (ou configurando) o comportamento e o modo pelo qual a máquina ia operar. A este ato chamou-se programar; também surgiu o termo bug, quando um inseto adentrou nos circuitos da então gigantesca máquina provocando curtos elétricos e deixando os operadores confusos com o comportamento anormal do computador. Hoje, o termo bug é utilizado para designar pequenas falhas em softwares, que vão de pequenas perturbações até prejuízos graves. Nesses primeiros passos, foi definido por John Von Neumann a síntese de qualquer operação eletrônica, empregada até hoje tanto em computadores como em quaisquer aparelhos: unidade central de processamento e dispositivos de entrada e saída dos dados
Com a invenção do transistor e a conseqüente redução dimensional dos computadores, ficava impraticável soldar e trocar componentes e jumpers (conexões e fios) freqüentemente, então criou-se um meio de enviar comandos e modificações sem mexer no circuito através de envio seqüencial de "zeros" e "uns" (sem tensão e com tensão, respectivamente, para representar a linguagem binária) que, aplicados a determinados pontos do circuito, mudavam seu comportamento.
Algum tempo depois foram criadas as linguagens de máquina (ou de programação) como Assembly, Fortran, Pascal, Cobol, porém a que ficou mais famosa foi a linguagem Basic, devido à associação dos comandos a termos em inglês, facilitando seu uso. Mas esta, necessitava de interpretadores, o que variava de um para outro modelo de computador, prejudicando a sua difusão.
Somente grandes empresas, devido ao alto custo, começaram a utilizá-los para cálculos complexos de engenharia, estatística, armazenamento e cruzamento de dados e, na Segunda Guerra Mundial, o governo americano na decodificação de códigos secretos nazistas. Nascida em 1924, se consolidava a pioneira IBM (Internation Business Machiness Corporation) cuja liderança tecnológica poderia ter durado muito tempo, mas não foi o que aconteceu.
Criada por dois estudantes universitários (um deles Steve Jobs) para disponibilizar as facilidades do computador além do uso de grandes empresas, a Apple foi fundada no final década de 60 revolucionando o mercado e plantando a semente para o que viria a ser PC. Nele já tinha gravado um Interpretador Basic, por meio do qual você escrevia os programas que precisava ou os carregava de uma fita cassete para a memória. Era um teclado com os circuitos principais embutidos que você ligava numa TV comum e podia conectar cassetes ou drivers de disquetes.
Existem, ainda hoje, discussões pouco conclusivas de que a idéia original do Computador Pessoal (PC) era da IBM antes do aparecimento da Apple, mas não foi levado adiante pela empresa por já dominar o mercado de computadores ou por achar que não era a hora.
O projeto, especificamente do PC, consistia numa máquina "sem alma", sendo esta dada por um programa (o DOS) que faria seu controle de acordo com o que o usuário determinasse. Era basicamente monitor, gabinete com microprocessador e outros circuitos, teclado e impressora, podendo estar em qualquer escritório para uso próprio, por isso chamado computador pessoal (PC), mas não se pensava ainda no uso doméstico.
A Apple dominava o mercado de computadores pessoais com seu Apple II - que não podia ser copiado e programas para ele só poderiam ser feitos sob a batuta dela. Enquanto isso, a IBM continuou não apostando na possível potencialidade do PC, e antes de o concluir, tornou público sua arquitetura no final da década de 70, permitindo a qualquer pessoa copiá-lo ou desenvolver softwares para ele. A intenção era terceirizar a finalização do projeto de cada um de seus componentes. Esta atitude provocou um boom no mercado: com muitos querendo suas facilidades e muitos dispostos a fabricá-lo e mesmo sendo inferior tecnologicamente ao Apple II, se espalhou depressa tornando-se em pouco tempo o computador mais usado no mundo, devido a seu baixo custo, em função da concorrência criada com a difusão de sua arquitetura.
Durante esta explosão, a Apple criou o Macintosh (ou Mac), baseado no projeto original do PC, contudo lhe deu mouse, interface gráfica , uma "lixeira" para guardar arquivos apagados e integrou monitor, gabinete e drivers, num único compartimento, enfim, um total avanço sobre o PC. Hoje ele é muito usado no setor doméstico - devido a compatibilidade chegar a 100%, sendo tudo a partir de um fabricante só (ou licenciados pela Apple para tal), permitindo total estabilidade operacional - e em maior escala nas estações gráficas para produção de efeitos visuais; mas o PC ganhou terreno comercial na área de softwares, permitindo uma variedade grande de programas para ele, inclusive do próprio DOS. Atualmente, a Apple não "andou" muito bem em termos de venda de seus modelos de micros pessoais mais recentes, precisando de uma ajuda financeira da própria rival (M$) para se reerguer.
3) O DOS e seu passado
Como fazer aplicativos para uma máquina que ainda não existe? Durante o projeto do 8080, em 74 a Intel teve esse pequeno problema, por isso, pensou em montar um emulador para que eles fossem feitos em computadores de grande porte como se estivessem naquele. Mas numa espécie de improviso para montar uma linguagem no próprio 8080, Gary Kildall pegou o microprocessador, um punhado de memória, um drive de 8’’ e um monitor e criou o CP/M (Control Program/Monitor), e com esta pequena receita fez um sucesso entre os fanáticos por eletrônica e fundou a Digital Research para comercializar seu sistema de controle.
Ao mesmo tempo uma outra empresa desenvolveu o Altair 8800 que foi capa de uma revista de eletrônica lida por Paul Allen, colega de um estudante de economia em Harvard, que após alguns instantes de reflexão, percebeu que a tendência da informática era se popularizar. Seu nome é William Gates III (Bill Gates). Eles começaram a desenvolver aplicativos para o Altair e para o CP/M e fundaram a Microsoft.
No início da década de 80, a Apple avançava com um apetite voraz no mercado de computadores impulsionada pelo VisiCalc , pois uma planilha eletrônica rodando em um microcomputador de baixo custo era o sonho de consumo das grandes empresas. A IBM sente a liderança ameaçada e resolve reagir com o PC. Mas já era tarde, sua arquitetura já estava liberada. A solução foi assumir o controle do sistema que iria operar o PC.
"O primeiro passo foi encontrar um sistema operacional e a escolha óbvia era o CP/M, da Digital Research. Por algum motivo, a IBM achava que o CP/M era um produto da Microsoft, mas - vejam só - Bill Gates indicou o caminho certo. Num gesto que ficou famoso, Gary Kildall esqueceu-se de que tinha uma reunião com a IBM e passou a tarde pilotando seu teco-teco. A Big Blue foi recebida pela mulher de Kildall, Dorothy, que se recusou a assinar o termo de confidencialidade e o pessoal da IBM voltou à MS." (Ricardo Rangel, Informática etc)
E assim, a IBM contratou os serviços da Microsoft para criar um software que controlasse o PC (com o escolhido processador da Intel 8086) sem depender do Interpretador Basic e que pudesse rodar programas prontos. Já haviam outros sistemas operacionais mais simples, tanto que a M$ adquiriu os direitos do QDOS (Quick and Dirty Operacional System), desenvolvido em cima do CP/M, fez modificações e foi rebatizado para MSDOS (Sistema Operacional com Discos Microsoft). Necessitava de pelo menos um drive de disquete onde o sistema era armazenado para ser lido e enviado à memória de onde controlaria a máquina e executaria os programas que ela recebesse.
Os primeiros programas a rodar no IBM-PC lançado em 81, sem recursos gráficos, era um editor de texto - EasyWrite - e o próprio VisiCalc! Mas o sucesso mesmo veio graças a Mitch Kapor, criador da planilha eletrônica mais famosa da história da informática: a 123, da Lotus. Com isso o PC se consolidou e tirou a liderança da Apple. A M$ tentou comprar a Lotus na época, mas esta se recusou. Uma década depois, ela foi comprada pela IBM por não agüentar a concorrência com a Microsoft.
Terminado o contrato com a IBM, a Microsoft propôs a todos os fabricantes de PC um valor irrisório pelo uso do MSDOS em suas máquinas saídas de fábrica, transformando-o em padrão, deixando em segundo lugar o PCDOS, da IBM, criado depois do fim do acordo entre eles.
As versões foram surgindo a medida que o PC evoluia e seus microprocessadores da Intel (XT, 286, 386, 486 e Pentium):
1.0 - Eram poucos comandos (alguns hoje extintos ou modificados), visava mais a manipulação de arquivos no disquete como: Format, Dir, Wtdatim (ajustava a data e a hora), Gwbasic, Sys, Ren, Keyb, Exit, Del, Copy, Diskcopy, Edlin(editor de texto), Chkdsk;
2.0 - Surge em função da necessidade de se distribuir arquivos em agrupamentos (diretórios, baseado no UNIX, um antigo sistema operacional de computadores de rede) num mesmo disquete - CD, MD, RD - e protegê-los (Backup, Attrib, Recover), passou a ter comandos para interferir mais afundo no comportamento da máquina em relação ao softwares (Mode, Graftabl, Fdisk , Citty, Command, Break, Prompt, Print) e um protetor de tela(Cls);
3.0 - Surgiu por volta de 84, teve maior tempo de vida (principalmente a 3.3), com poucas modificações para corrigir bugs da versão anterior, porém mais comandos de controle e configuração proporcionavam uma boa otimização do computador.
4.0 - Conhecido como o desastre de toda a série, não por totalmente sua culpa. Foi feito pela MS às pressas para concorrer com o DRDOS 4.0 (da Digital Research), numa época de transição do XT para o AT (286) e o nascimento de programas "comedores" de memória como o Windows e o Corel Draw. Surgia também os drivers de 31/2 polegadas de alta capacidade, HDs maiores e periféricos como Scanners e canetas óticas. Resumindo, era uma época de indefinições que provocava constantes "travas" no sistema e no computador. Surgido em 88, durou pouco menos de 2 anos. Talvez, o primeiro a chegar no Brasil traduzido para o português com duas curiosidades: nas respostas que exigia s ou n (de sim ou não) só funcionava o sim se teclasse o y (de yes); outra era a palavra help, traduzida para socorro (argh!), culpa de má tradução.
5.0 - Com a consolidação do Windows 3.0 em 90, foi absolutamente necessário quebrar a barreira dos 640Kb de memória RAM, feito conseguido pelo DRDOS 5.0 que ganhava uma interface gráfica própria e incorporava comandos para desfragmentar o disco e outros. Algo realmente novo, esboçando intimidade com o 386 e o 486, primeiros da linha PC a possuir 32 bits.
Tudo parecia promissor para o DRDOS se não fosse a MS anunciar para deus e o mundo que o Windows 3.0 não seria compatível com ele. Realmente aconteceu: ao instalar o Windows sobre o DRDOS ele emitia a seguinte mensagem "O Windows não pode rodar com esta versão de DOS. Por favor, contate o revendedor.". Um golpe fatal ao progresso do DRDOS, pois ninguém estava disposto a ficar sem o Windows. Corre nos EUA, ainda, um processo na Justiça, por alegação de práticas comerciais monopolistas e desonestas por parte da MS.
6.0 - Com este suposto golpe comercial a MS tira o DRDOS do páreo, compra os direitos de utilitários como o PCTools e incorpora seus comandos no sistema. Ele passa a ter um "editorzinho" de texto, um gerenciador de arquivos parecido com o do Windows, gerenciador de memória, um antivírus, um protetor de arquivos apagados e melhora sua relação com todo o hardware. Sem contar que é praticamente uma ponte para se rodar o Windows em paz.
4) A metamorfose do DOS e o fenômeno Windows
Com o Mac, o mundo PC tremeu. O DOS e sua linha de comando com fundo preto se tornaram o patinho feio da computação, todos exclamavam: NÓS QUEREMOS ÍCONES!!!. A verdade é que ler um livro de 200 páginas do MSDOS só para digitar um texto ou rodar um jogo, ou mesmo copiar um agrupamento de arquivos com um comando de parâmetros extensos, é uma coisa, no mínimo, desestimulante. A Apple tinha percebido isso antes e mudou o modo de se trabalhar no computador, tornando-o mais familiar, mais domesticado.
Ameaçados, a IBM em parceria com a Microsoft, esboçaram um meio para substituir o PCDOS e o próprio MSDOS e no final da década de 80, nascia o OS/2, sistema operacional que prometia o que mais tarde a MS copiou para o Windows 95: uma interface intuitiva, você sem saber nada de computador, saberia o que fazer. O que saiu errado no início foram algumas diferenças ao lidar com arquivos e o setor de boot e FAT dos discos rígidos e disquetes em 32 bits no tempo em que todos os softwares se encontravam em 16 bits, provocando alguns conflitos com programas muito usados como o Windows, Word, Corel Draw, XtreeGold, Lotus 123, entre outros. Além disso, era lento e precisava de 4Mb de memória RAM para funcionar, um absurdo para época. Sua última versão tem uma boa aceitação pelos seus poucos "fãs", sendo considerado mais estável que o Win95.
O Windows é mais velho do que muita gente pensa. Ele surgiu praticamente junto com o MSDOS 2.0, e sua tela era parecida com o DOSShell. Somente depois que em sua segunda versão incorporou facilidades que o sistema operacional do Macintosh tinha - como a interface gráfica, o uso do mouse e ícones de programas - é que cresceu.
Outra vantagem era com relação a memória: os programas que rodam em DOS, precisam, de qualquer jeito, rodar (pelo menos uma parte) dentro dos primeiros 640Kb, de memória RAM (chamada de memória convencional), onde o próprio DOS precisa ficar armazenado. Você pode ter até mais de 32Mb de memória, mas se o programa for para DOS e exigir mais de 540Kb livres, você não conseguirá executá-lo. No entanto, dentro do Windows, isso era possível, pois ele fazia os programas rodarem na parte acima dos primeiros 1Mb.
Mas a maior ajuda que o Windows teve foi da Corel, que fez o Corel Draw - programa até hoje largamente usado para produções gráficas - rodar somente dentro dessa interface aproveitando todos esses recursos novos, que a partir do DOS era impossível. Até hoje a Microsoft é grata por esse "singelo favor", tanto que nunca desenvolveu programas de produções gráficas para concorrer diretamente com a Corel Corporation. Somente na versão 3.0 ele passou a ser multitarefa: rodar vários programas simultaneamente (travando todos ao mesmo tempo :) ).
Por tudo isso, todos aqueles programas que resistiram e não entraram logo na janela, foram engolidos por ela. Foi o caso do PCTools, WordStar, Word Perfect, Lotus 123 e do modesto Carta Certa. O Word (da própria MS), se tornou o padrão mundial de editor de textos (e carro chefe da empresa) pois foi um dos primeiros a se tornar "for Windows", abrindo caminho assim, para que a Microsoft investisse em outros programas (Excell, Access, Publisher, Internet Explorer) adquirindo características de seus agonizados concorrentes (123, Dbase, Page Maker e Formax, Netscape Navigator, e outros). Uma das únicas empresas que sobreviveram a esse "tiroteio" comercial, foi a Symantec, de Peter Norton que fazia utilitários para DOS e hoje se dá muito bem fazendo utilitários para o Windows.
Ainda assim, o DOS não conseguia fazer duas coisas: usar os 32 bits em sua totalidade e rodar mais de um programa ao mesmo tempo. O Windows mal simulava essas facilidades, mas enquanto tivesse que depender do DOS, isto não seria possível. Então Bill Gates prometeu para 94 um novo conceito de sistema operacional, que na verdade não passava de cópia da Interface gráfica do Macintosh, das vantagens e facilidades do OS/2 e do Windows, mas com a alma do DOS por trás dos panos comandando a festa.
Então, com praticamente 2 anos de atraso, o Windows 95 nasce em meio a grandes badalações comerciais para tirar definitivamente do mercado a dupla "MSDOS 6.22 e Windows 3.11", conseguindo isto gradativamente, a medida que todos os outros programas vão migrando para a nova janela de 32 bits. Mas ele está looonge de ser uma unanimidade. Por quê?
O Win95 faz alguns ajustes independentes, o chamado Plug&Play cuja finalidade seria ligar componentes e usar, o DOS faz o resto para você, no máximo, fazendo-lhe meia dúzia de perguntas, ainda não funciona bem dessa forma. As mensagens de erro se tornaram mais sádicas e menos esclarecedoras para os leigos como "uma falha geral de proteção", "erro fatal", etc. E o processo de boot ficou muito extenso, terrível para um sistema operacional que costuma travar a máquina muitas vezes. Outro fator de repúdio ao "Ruindows", é simplesmente... o repúdio! Muitas pessoas não gostam dele por achar que antes eram felizes e não sabiam ou que é absolutamente desnecessário gastar-se linhas de código, tempo e dinheiro com cursores animados, tela rebuscada e outras "frescuras".
Mas nem tudo são espinhos, suas vantagens são: certa estabilidade com programas mal comportados, menu com os programas em operação, esteticamente mais organizado, poder de personalização da tela e da área de trabalho possibilitando que ajustes pessoais deixe o computador de forma mais atraente e funcional para o usuário, funciona autenticamente com os 32 bits e... é bonitinho. E além do mais "É um domínio quase completo, do qual bem poucos conseguem escapar. Freqüentemente, os mais azedos queixumes contra a turma de Redmond são escritos no... Word." (Informática - Exame) Ou seja, não temos (talvez, por enquanto) uma opção ao Windows.
Hoje o DOS tem este semblante (de Windows), mas como em informática nada dura para sempre, o DOS (ou Win95) deve mudar novamente para atender um novo desejo mundial: NÓS QUEREMOS INTERNET!!!.
5) O futuro (presente) das brigas pela hiperconectividade
O DRDOS foi comprado pela Novell e depois pela Caldera, empresa que a MS também comprou briga graças ao Windows NT. Isso despertou a ira da Caldera que realizou um ato, talvez, relevante: liberar para todo mundo, via Internet, todo código-fonte do DOS. As repercussões disso são meras especulações, a intenção é incentivar a origem de novas plataformas operacionais, mas uma nova geração de vírus ou DOS a preços de banana para usos específicos, são coisas possíveis.
A Corel Corporation comprou o Word Perfect e criou uma suíte de programas no mesmo estilo do Office, porém, aliada à Netscape, possibilita boa relação com a Internet e melhor: com baixo preço para se formar um grupo de fiéis usuários. A M$ não viu isso com bons olhos e prometeu fazer um software para entrar na briga Corel X Adobe, derrubando os dois coelhos de uma vez.
Baseado no Unix e com um esforço mundial, o Linux (criado em 91 pelo finlandês Linus Torvalds) vem se mostrando uma opção de sistema operacional, com uma vantagem que está ficando essencial: a multiplataforma, ou seja, roda num PC, num Mac e num servidor de rede. O mais interessante é que ele está ganhando terreno em áreas acadêmicas e em grandes corporações, sem ter um fabricante por trás. O que sustenta a eficácia do sistema (mesmo sem suporte técnico) é a união em prol da liberdade de escolha (e da volta da linha de comando), fazendo o papel de assistência àqueles que venham a ter problemas ou dúvidas pelo mundo inteiro, cujas soluções o enriquecem ainda mais.
Java é uma figura fácil para quem navega pela Internet e até é comum se fazer a pergunta: "Por que sua imagem está associada a uma xícara de café?" Na verdade esta linguagem de programação (semelhante a C) foi inventada para se controlar... eletrodomésticos! Cada qual com seu pequeno microprocessador, de qualquer fabricante, controlados por um computador central. É só imaginar uma casa high tech: assim que o despertador toca, ele envia um comando para acender algumas luzes e ligar a cafeteira; enquanto você escova os dentes, o seu notebook lê as notícias do dia e trás suas correspondências via e-mail. Isto só será possível se o sistema operacional (não travar, evidentemente) conseguir rodar em vários ambientes sem precisar de um emulador ou que todos esses sejam perfeitamente iguais. É o caso da linguagem Java pela Internet, que por sua vez, é composta por máquinas de tecnologias muito diferentes e precisa rodar da mesma forma.
E isso está dando origem a uma nova briga: "Qual será o bule que vai encher a xícara?" Em outras palavras, quem será o responsável pela padronização mundial da linguagem? Por enquanto a Sun vem ganhando esse direito contra a MS, que pretende fazer a sua janela falar javanês o mais breve possível.
Durante a década de 60, no auge da Guerra-Fria, o governo americano imaginou um jeito para que todas as suas bases militares mantivessem contato mesmo depois de um forte bombardeio. O que eles não imaginaram, é o forte uso comercial dessa rede (chegando a mais de 50 milhões de lares, trinta anos depois) e que esta guerra, daria lugar a outra pelo predomínio na Internet.
Em 94, apareceu uma tal de Netscape Communications com um browser para Web chamado Navigator, idealizado por Marc Andreessen. Sucesso total, é o mais recente fenômeno da história, surpreendendo a todos, inclusive o próprio Bill Gates. Se tratava de um software barato e que tornava a navegação pela rede muito mais agradável, chegou a ser mais usado que o próprio editor de textos Word! Um assombro para MS que parece ter esquecido da Internet no Win95.
A Microsoft, a principio, propôs a Netscape, o direito de uso do Navigator em troca de algumas linhas do código-fonte do Win95 para que o browser ficasse mais integrado ao sistema operacional, mas a Netscape se recusou e quatro anos depois não está mais suportando a concorrência. Ela cresceu rapidamente, o Internet Explorer mais ainda. Atualmente o mercado está dividido meio-a-meio só que a M$ está condicionando o uso do Windows a instalação de seu browser, graças ao chamado Desktop Ativo, ou seja, o seu computador passa a ser uma extensão da Internet, não fazendo mais diferença se você está nela ou não. Arquivos viram links, janelas viram browsers, os programas do Office falam html. Esse é o novo sistema operacional que pelo menos 50 milhões de pessoas querem.
Por causa desse condicionamento, o DOJ (Departamento de Justiça americano) está processando a Microsoft por concorrência desleal e por violação da lei anti-truste. Bill Gates se defende dizendo que um é parte do outro e esse processo é resultado da união da IBM, Sun e Netscape para derrubar o seu novo produto. Sua maior preocupação é "A Justiça americana (...) declarar o Windows uma facilidade essencial, conceito jurídico que obrigaria a empresa a permitir o acesso universal e não discriminante das softhouses ao sistema. (...). O domínio de informações cruciais para a criação de aplicativos sempre incomodou a concorrência." (Informática etc)
Mas está claro que daqui para frente o DOS que não for multiplataforma e ter uma relação integral com a Internet, estará liquidado. O maior problema da Netscape, talvez seja a falta de um DOS para se integrar, pois um bom browser ela já tem.
No ano em que saiu o Windows 98 que parecia ter acabados os problemas e reforçar ainda mais a ajuda de "assistentes" que nos guiarão para as soluções, como o que se tem hoje no editor de textos Word, na nova versão do Office e em outros programas muito vendidos da Microsoft. Promete também total integração com a Internet. Ah! Já ia me esquecendo, vai ficar mais bonitinho! Mas como beleza não põe mesa...
Contudo, por mais raiva que se cultive da Microsoft, ela acaba não se justificando. Hoje ela é a líder (com alguma competência mesmo, seus programas são inegavelmente superiores), mas amanhã pode deixar de ser. O que falta para o PC e o mercado doméstico são opções. Sem isso, ficaremos sempre subordinados ao que uma única empresa fizer. Mas se um Win95 incomoda muita gente, e dois, seria melhor? Mas a concorrência sadia é sempre mais construtiva, pois prevalece o ideal de que vença o melhor.
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1) Introdução
Um sistema operacional é fundamental para que se possa operar um computador, seja ele do tipo Mac, PC ou um complexo servidor de rede. Ele representa o "tradutor" da linguagem de máquina para outra mais compreensível às pessoas sob a forma de comandos escritos e desenhos representativos.
Por exemplo, ao digitar uma palavra no seu editor de texto, códigos são gerados a partir de circuitos elétricos no teclado e enviados ao computador onde será "perguntado" ao sistema operacional que está na memória o que é, para que e para onde vai aquele código. Os circuitos eletrônicos do computador já dirão ao sistema que se trata de códigos de teclado ficando a seu cargo dizer que letras são, conferir com o editor de texto se não se trata de algum comando (como exibir, salvar ou imprimir o texto) e mandá-los à placa controladora de vídeo que o fará aparecer na tela da forma que o editor determinar ao sistema operacional. Tudo isto, sem muitos detalhes, é uma pequena amostra do que ocorre dentro do seu computador, em milésimos de segundo, tendo como importante intermediador o sistema operacional, lembrando que todo este processo é válido tanto para os antigos sistemas como para os atuais como o Win95, MacOS, WinNT, Novell, Unix e o OS/2.
De certa forma, ele não passa de um programa como os outros: tem linhas de código , mensagens de erro, comandos e ícones diversos (alguns até um pouco incompreensíveis), penduricalhos inúteis e de vez em quando - aliás, freqüentemente - deixa-nos de cabelo em pé com suas "travas" misteriosas. Porém, o DOS tem uma peculiaridade: ele rege o computador, é ele quem diz aos outros programas onde está e em que local gravar determinados dados anotando onde eles estarão para futuras leituras, o que fazer quando algo ocorre fora do previsto, administrar os recursos da máquina, gerenciando prioridades solicitadas por diversos programas quando rodam ao mesmo tempo (multitarefa), comandando o uso da memória RAM, e fazer a manutenção e configuração de todo o hardware. Por isso não podemos fazer com ele o que fazemos com os outros programas comuns, que só dão dor de cabeça: jogar no lixo.
2) Um pouco da história do computador
Para entender melhor o porquê da existência e evolução do DOS, vamos ver como nasceram os computadores da linha PC - Personal Computer.
Os primeiros computadores eletrônicos construídos utilizavam válvulas elétricas, ou seja, toda as operações a serem executadas neles eram definidas via placas de circuitos, cartões ou fitas perfuradas, fios e conexões que se trocavam , modificando (ou configurando) o comportamento e o modo pelo qual a máquina ia operar. A este ato chamou-se programar; também surgiu o termo bug, quando um inseto adentrou nos circuitos da então gigantesca máquina provocando curtos elétricos e deixando os operadores confusos com o comportamento anormal do computador. Hoje, o termo bug é utilizado para designar pequenas falhas em softwares, que vão de pequenas perturbações até prejuízos graves. Nesses primeiros passos, foi definido por John Von Neumann a síntese de qualquer operação eletrônica, empregada até hoje tanto em computadores como em quaisquer aparelhos: unidade central de processamento e dispositivos de entrada e saída dos dados
Com a invenção do transistor e a conseqüente redução dimensional dos computadores, ficava impraticável soldar e trocar componentes e jumpers (conexões e fios) freqüentemente, então criou-se um meio de enviar comandos e modificações sem mexer no circuito através de envio seqüencial de "zeros" e "uns" (sem tensão e com tensão, respectivamente, para representar a linguagem binária) que, aplicados a determinados pontos do circuito, mudavam seu comportamento.
Algum tempo depois foram criadas as linguagens de máquina (ou de programação) como Assembly, Fortran, Pascal, Cobol, porém a que ficou mais famosa foi a linguagem Basic, devido à associação dos comandos a termos em inglês, facilitando seu uso. Mas esta, necessitava de interpretadores, o que variava de um para outro modelo de computador, prejudicando a sua difusão.
Somente grandes empresas, devido ao alto custo, começaram a utilizá-los para cálculos complexos de engenharia, estatística, armazenamento e cruzamento de dados e, na Segunda Guerra Mundial, o governo americano na decodificação de códigos secretos nazistas. Nascida em 1924, se consolidava a pioneira IBM (Internation Business Machiness Corporation) cuja liderança tecnológica poderia ter durado muito tempo, mas não foi o que aconteceu.
Criada por dois estudantes universitários (um deles Steve Jobs) para disponibilizar as facilidades do computador além do uso de grandes empresas, a Apple foi fundada no final década de 60 revolucionando o mercado e plantando a semente para o que viria a ser PC. Nele já tinha gravado um Interpretador Basic, por meio do qual você escrevia os programas que precisava ou os carregava de uma fita cassete para a memória. Era um teclado com os circuitos principais embutidos que você ligava numa TV comum e podia conectar cassetes ou drivers de disquetes.
Existem, ainda hoje, discussões pouco conclusivas de que a idéia original do Computador Pessoal (PC) era da IBM antes do aparecimento da Apple, mas não foi levado adiante pela empresa por já dominar o mercado de computadores ou por achar que não era a hora.
O projeto, especificamente do PC, consistia numa máquina "sem alma", sendo esta dada por um programa (o DOS) que faria seu controle de acordo com o que o usuário determinasse. Era basicamente monitor, gabinete com microprocessador e outros circuitos, teclado e impressora, podendo estar em qualquer escritório para uso próprio, por isso chamado computador pessoal (PC), mas não se pensava ainda no uso doméstico.
A Apple dominava o mercado de computadores pessoais com seu Apple II - que não podia ser copiado e programas para ele só poderiam ser feitos sob a batuta dela. Enquanto isso, a IBM continuou não apostando na possível potencialidade do PC, e antes de o concluir, tornou público sua arquitetura no final da década de 70, permitindo a qualquer pessoa copiá-lo ou desenvolver softwares para ele. A intenção era terceirizar a finalização do projeto de cada um de seus componentes. Esta atitude provocou um boom no mercado: com muitos querendo suas facilidades e muitos dispostos a fabricá-lo e mesmo sendo inferior tecnologicamente ao Apple II, se espalhou depressa tornando-se em pouco tempo o computador mais usado no mundo, devido a seu baixo custo, em função da concorrência criada com a difusão de sua arquitetura.
Durante esta explosão, a Apple criou o Macintosh (ou Mac), baseado no projeto original do PC, contudo lhe deu mouse, interface gráfica , uma "lixeira" para guardar arquivos apagados e integrou monitor, gabinete e drivers, num único compartimento, enfim, um total avanço sobre o PC. Hoje ele é muito usado no setor doméstico - devido a compatibilidade chegar a 100%, sendo tudo a partir de um fabricante só (ou licenciados pela Apple para tal), permitindo total estabilidade operacional - e em maior escala nas estações gráficas para produção de efeitos visuais; mas o PC ganhou terreno comercial na área de softwares, permitindo uma variedade grande de programas para ele, inclusive do próprio DOS. Atualmente, a Apple não "andou" muito bem em termos de venda de seus modelos de micros pessoais mais recentes, precisando de uma ajuda financeira da própria rival (M$) para se reerguer.
3) O DOS e seu passado
Como fazer aplicativos para uma máquina que ainda não existe? Durante o projeto do 8080, em 74 a Intel teve esse pequeno problema, por isso, pensou em montar um emulador para que eles fossem feitos em computadores de grande porte como se estivessem naquele. Mas numa espécie de improviso para montar uma linguagem no próprio 8080, Gary Kildall pegou o microprocessador, um punhado de memória, um drive de 8’’ e um monitor e criou o CP/M (Control Program/Monitor), e com esta pequena receita fez um sucesso entre os fanáticos por eletrônica e fundou a Digital Research para comercializar seu sistema de controle.
Ao mesmo tempo uma outra empresa desenvolveu o Altair 8800 que foi capa de uma revista de eletrônica lida por Paul Allen, colega de um estudante de economia em Harvard, que após alguns instantes de reflexão, percebeu que a tendência da informática era se popularizar. Seu nome é William Gates III (Bill Gates). Eles começaram a desenvolver aplicativos para o Altair e para o CP/M e fundaram a Microsoft.
No início da década de 80, a Apple avançava com um apetite voraz no mercado de computadores impulsionada pelo VisiCalc , pois uma planilha eletrônica rodando em um microcomputador de baixo custo era o sonho de consumo das grandes empresas. A IBM sente a liderança ameaçada e resolve reagir com o PC. Mas já era tarde, sua arquitetura já estava liberada. A solução foi assumir o controle do sistema que iria operar o PC.
"O primeiro passo foi encontrar um sistema operacional e a escolha óbvia era o CP/M, da Digital Research. Por algum motivo, a IBM achava que o CP/M era um produto da Microsoft, mas - vejam só - Bill Gates indicou o caminho certo. Num gesto que ficou famoso, Gary Kildall esqueceu-se de que tinha uma reunião com a IBM e passou a tarde pilotando seu teco-teco. A Big Blue foi recebida pela mulher de Kildall, Dorothy, que se recusou a assinar o termo de confidencialidade e o pessoal da IBM voltou à MS." (Ricardo Rangel, Informática etc)
E assim, a IBM contratou os serviços da Microsoft para criar um software que controlasse o PC (com o escolhido processador da Intel 8086) sem depender do Interpretador Basic e que pudesse rodar programas prontos. Já haviam outros sistemas operacionais mais simples, tanto que a M$ adquiriu os direitos do QDOS (Quick and Dirty Operacional System), desenvolvido em cima do CP/M, fez modificações e foi rebatizado para MSDOS (Sistema Operacional com Discos Microsoft). Necessitava de pelo menos um drive de disquete onde o sistema era armazenado para ser lido e enviado à memória de onde controlaria a máquina e executaria os programas que ela recebesse.
Os primeiros programas a rodar no IBM-PC lançado em 81, sem recursos gráficos, era um editor de texto - EasyWrite - e o próprio VisiCalc! Mas o sucesso mesmo veio graças a Mitch Kapor, criador da planilha eletrônica mais famosa da história da informática: a 123, da Lotus. Com isso o PC se consolidou e tirou a liderança da Apple. A M$ tentou comprar a Lotus na época, mas esta se recusou. Uma década depois, ela foi comprada pela IBM por não agüentar a concorrência com a Microsoft.
Terminado o contrato com a IBM, a Microsoft propôs a todos os fabricantes de PC um valor irrisório pelo uso do MSDOS em suas máquinas saídas de fábrica, transformando-o em padrão, deixando em segundo lugar o PCDOS, da IBM, criado depois do fim do acordo entre eles.
As versões foram surgindo a medida que o PC evoluia e seus microprocessadores da Intel (XT, 286, 386, 486 e Pentium):
1.0 - Eram poucos comandos (alguns hoje extintos ou modificados), visava mais a manipulação de arquivos no disquete como: Format, Dir, Wtdatim (ajustava a data e a hora), Gwbasic, Sys, Ren, Keyb, Exit, Del, Copy, Diskcopy, Edlin(editor de texto), Chkdsk;
2.0 - Surge em função da necessidade de se distribuir arquivos em agrupamentos (diretórios, baseado no UNIX, um antigo sistema operacional de computadores de rede) num mesmo disquete - CD, MD, RD - e protegê-los (Backup, Attrib, Recover), passou a ter comandos para interferir mais afundo no comportamento da máquina em relação ao softwares (Mode, Graftabl, Fdisk , Citty, Command, Break, Prompt, Print) e um protetor de tela(Cls);
3.0 - Surgiu por volta de 84, teve maior tempo de vida (principalmente a 3.3), com poucas modificações para corrigir bugs da versão anterior, porém mais comandos de controle e configuração proporcionavam uma boa otimização do computador.
4.0 - Conhecido como o desastre de toda a série, não por totalmente sua culpa. Foi feito pela MS às pressas para concorrer com o DRDOS 4.0 (da Digital Research), numa época de transição do XT para o AT (286) e o nascimento de programas "comedores" de memória como o Windows e o Corel Draw. Surgia também os drivers de 31/2 polegadas de alta capacidade, HDs maiores e periféricos como Scanners e canetas óticas. Resumindo, era uma época de indefinições que provocava constantes "travas" no sistema e no computador. Surgido em 88, durou pouco menos de 2 anos. Talvez, o primeiro a chegar no Brasil traduzido para o português com duas curiosidades: nas respostas que exigia s ou n (de sim ou não) só funcionava o sim se teclasse o y (de yes); outra era a palavra help, traduzida para socorro (argh!), culpa de má tradução.
5.0 - Com a consolidação do Windows 3.0 em 90, foi absolutamente necessário quebrar a barreira dos 640Kb de memória RAM, feito conseguido pelo DRDOS 5.0 que ganhava uma interface gráfica própria e incorporava comandos para desfragmentar o disco e outros. Algo realmente novo, esboçando intimidade com o 386 e o 486, primeiros da linha PC a possuir 32 bits.
Tudo parecia promissor para o DRDOS se não fosse a MS anunciar para deus e o mundo que o Windows 3.0 não seria compatível com ele. Realmente aconteceu: ao instalar o Windows sobre o DRDOS ele emitia a seguinte mensagem "O Windows não pode rodar com esta versão de DOS. Por favor, contate o revendedor.". Um golpe fatal ao progresso do DRDOS, pois ninguém estava disposto a ficar sem o Windows. Corre nos EUA, ainda, um processo na Justiça, por alegação de práticas comerciais monopolistas e desonestas por parte da MS.
6.0 - Com este suposto golpe comercial a MS tira o DRDOS do páreo, compra os direitos de utilitários como o PCTools e incorpora seus comandos no sistema. Ele passa a ter um "editorzinho" de texto, um gerenciador de arquivos parecido com o do Windows, gerenciador de memória, um antivírus, um protetor de arquivos apagados e melhora sua relação com todo o hardware. Sem contar que é praticamente uma ponte para se rodar o Windows em paz.
4) A metamorfose do DOS e o fenômeno Windows
Com o Mac, o mundo PC tremeu. O DOS e sua linha de comando com fundo preto se tornaram o patinho feio da computação, todos exclamavam: NÓS QUEREMOS ÍCONES!!!. A verdade é que ler um livro de 200 páginas do MSDOS só para digitar um texto ou rodar um jogo, ou mesmo copiar um agrupamento de arquivos com um comando de parâmetros extensos, é uma coisa, no mínimo, desestimulante. A Apple tinha percebido isso antes e mudou o modo de se trabalhar no computador, tornando-o mais familiar, mais domesticado.
Ameaçados, a IBM em parceria com a Microsoft, esboçaram um meio para substituir o PCDOS e o próprio MSDOS e no final da década de 80, nascia o OS/2, sistema operacional que prometia o que mais tarde a MS copiou para o Windows 95: uma interface intuitiva, você sem saber nada de computador, saberia o que fazer. O que saiu errado no início foram algumas diferenças ao lidar com arquivos e o setor de boot e FAT dos discos rígidos e disquetes em 32 bits no tempo em que todos os softwares se encontravam em 16 bits, provocando alguns conflitos com programas muito usados como o Windows, Word, Corel Draw, XtreeGold, Lotus 123, entre outros. Além disso, era lento e precisava de 4Mb de memória RAM para funcionar, um absurdo para época. Sua última versão tem uma boa aceitação pelos seus poucos "fãs", sendo considerado mais estável que o Win95.
O Windows é mais velho do que muita gente pensa. Ele surgiu praticamente junto com o MSDOS 2.0, e sua tela era parecida com o DOSShell. Somente depois que em sua segunda versão incorporou facilidades que o sistema operacional do Macintosh tinha - como a interface gráfica, o uso do mouse e ícones de programas - é que cresceu.
Outra vantagem era com relação a memória: os programas que rodam em DOS, precisam, de qualquer jeito, rodar (pelo menos uma parte) dentro dos primeiros 640Kb, de memória RAM (chamada de memória convencional), onde o próprio DOS precisa ficar armazenado. Você pode ter até mais de 32Mb de memória, mas se o programa for para DOS e exigir mais de 540Kb livres, você não conseguirá executá-lo. No entanto, dentro do Windows, isso era possível, pois ele fazia os programas rodarem na parte acima dos primeiros 1Mb.
Mas a maior ajuda que o Windows teve foi da Corel, que fez o Corel Draw - programa até hoje largamente usado para produções gráficas - rodar somente dentro dessa interface aproveitando todos esses recursos novos, que a partir do DOS era impossível. Até hoje a Microsoft é grata por esse "singelo favor", tanto que nunca desenvolveu programas de produções gráficas para concorrer diretamente com a Corel Corporation. Somente na versão 3.0 ele passou a ser multitarefa: rodar vários programas simultaneamente (travando todos ao mesmo tempo :) ).
Por tudo isso, todos aqueles programas que resistiram e não entraram logo na janela, foram engolidos por ela. Foi o caso do PCTools, WordStar, Word Perfect, Lotus 123 e do modesto Carta Certa. O Word (da própria MS), se tornou o padrão mundial de editor de textos (e carro chefe da empresa) pois foi um dos primeiros a se tornar "for Windows", abrindo caminho assim, para que a Microsoft investisse em outros programas (Excell, Access, Publisher, Internet Explorer) adquirindo características de seus agonizados concorrentes (123, Dbase, Page Maker e Formax, Netscape Navigator, e outros). Uma das únicas empresas que sobreviveram a esse "tiroteio" comercial, foi a Symantec, de Peter Norton que fazia utilitários para DOS e hoje se dá muito bem fazendo utilitários para o Windows.
Ainda assim, o DOS não conseguia fazer duas coisas: usar os 32 bits em sua totalidade e rodar mais de um programa ao mesmo tempo. O Windows mal simulava essas facilidades, mas enquanto tivesse que depender do DOS, isto não seria possível. Então Bill Gates prometeu para 94 um novo conceito de sistema operacional, que na verdade não passava de cópia da Interface gráfica do Macintosh, das vantagens e facilidades do OS/2 e do Windows, mas com a alma do DOS por trás dos panos comandando a festa.
Então, com praticamente 2 anos de atraso, o Windows 95 nasce em meio a grandes badalações comerciais para tirar definitivamente do mercado a dupla "MSDOS 6.22 e Windows 3.11", conseguindo isto gradativamente, a medida que todos os outros programas vão migrando para a nova janela de 32 bits. Mas ele está looonge de ser uma unanimidade. Por quê?
O Win95 faz alguns ajustes independentes, o chamado Plug&Play cuja finalidade seria ligar componentes e usar, o DOS faz o resto para você, no máximo, fazendo-lhe meia dúzia de perguntas, ainda não funciona bem dessa forma. As mensagens de erro se tornaram mais sádicas e menos esclarecedoras para os leigos como "uma falha geral de proteção", "erro fatal", etc. E o processo de boot ficou muito extenso, terrível para um sistema operacional que costuma travar a máquina muitas vezes. Outro fator de repúdio ao "Ruindows", é simplesmente... o repúdio! Muitas pessoas não gostam dele por achar que antes eram felizes e não sabiam ou que é absolutamente desnecessário gastar-se linhas de código, tempo e dinheiro com cursores animados, tela rebuscada e outras "frescuras".
Mas nem tudo são espinhos, suas vantagens são: certa estabilidade com programas mal comportados, menu com os programas em operação, esteticamente mais organizado, poder de personalização da tela e da área de trabalho possibilitando que ajustes pessoais deixe o computador de forma mais atraente e funcional para o usuário, funciona autenticamente com os 32 bits e... é bonitinho. E além do mais "É um domínio quase completo, do qual bem poucos conseguem escapar. Freqüentemente, os mais azedos queixumes contra a turma de Redmond são escritos no... Word." (Informática - Exame) Ou seja, não temos (talvez, por enquanto) uma opção ao Windows.
Hoje o DOS tem este semblante (de Windows), mas como em informática nada dura para sempre, o DOS (ou Win95) deve mudar novamente para atender um novo desejo mundial: NÓS QUEREMOS INTERNET!!!.
5) O futuro (presente) das brigas pela hiperconectividade
O DRDOS foi comprado pela Novell e depois pela Caldera, empresa que a MS também comprou briga graças ao Windows NT. Isso despertou a ira da Caldera que realizou um ato, talvez, relevante: liberar para todo mundo, via Internet, todo código-fonte do DOS. As repercussões disso são meras especulações, a intenção é incentivar a origem de novas plataformas operacionais, mas uma nova geração de vírus ou DOS a preços de banana para usos específicos, são coisas possíveis.
A Corel Corporation comprou o Word Perfect e criou uma suíte de programas no mesmo estilo do Office, porém, aliada à Netscape, possibilita boa relação com a Internet e melhor: com baixo preço para se formar um grupo de fiéis usuários. A M$ não viu isso com bons olhos e prometeu fazer um software para entrar na briga Corel X Adobe, derrubando os dois coelhos de uma vez.
Baseado no Unix e com um esforço mundial, o Linux (criado em 91 pelo finlandês Linus Torvalds) vem se mostrando uma opção de sistema operacional, com uma vantagem que está ficando essencial: a multiplataforma, ou seja, roda num PC, num Mac e num servidor de rede. O mais interessante é que ele está ganhando terreno em áreas acadêmicas e em grandes corporações, sem ter um fabricante por trás. O que sustenta a eficácia do sistema (mesmo sem suporte técnico) é a união em prol da liberdade de escolha (e da volta da linha de comando), fazendo o papel de assistência àqueles que venham a ter problemas ou dúvidas pelo mundo inteiro, cujas soluções o enriquecem ainda mais.
Java é uma figura fácil para quem navega pela Internet e até é comum se fazer a pergunta: "Por que sua imagem está associada a uma xícara de café?" Na verdade esta linguagem de programação (semelhante a C) foi inventada para se controlar... eletrodomésticos! Cada qual com seu pequeno microprocessador, de qualquer fabricante, controlados por um computador central. É só imaginar uma casa high tech: assim que o despertador toca, ele envia um comando para acender algumas luzes e ligar a cafeteira; enquanto você escova os dentes, o seu notebook lê as notícias do dia e trás suas correspondências via e-mail. Isto só será possível se o sistema operacional (não travar, evidentemente) conseguir rodar em vários ambientes sem precisar de um emulador ou que todos esses sejam perfeitamente iguais. É o caso da linguagem Java pela Internet, que por sua vez, é composta por máquinas de tecnologias muito diferentes e precisa rodar da mesma forma.
E isso está dando origem a uma nova briga: "Qual será o bule que vai encher a xícara?" Em outras palavras, quem será o responsável pela padronização mundial da linguagem? Por enquanto a Sun vem ganhando esse direito contra a MS, que pretende fazer a sua janela falar javanês o mais breve possível.
Durante a década de 60, no auge da Guerra-Fria, o governo americano imaginou um jeito para que todas as suas bases militares mantivessem contato mesmo depois de um forte bombardeio. O que eles não imaginaram, é o forte uso comercial dessa rede (chegando a mais de 50 milhões de lares, trinta anos depois) e que esta guerra, daria lugar a outra pelo predomínio na Internet.
Em 94, apareceu uma tal de Netscape Communications com um browser para Web chamado Navigator, idealizado por Marc Andreessen. Sucesso total, é o mais recente fenômeno da história, surpreendendo a todos, inclusive o próprio Bill Gates. Se tratava de um software barato e que tornava a navegação pela rede muito mais agradável, chegou a ser mais usado que o próprio editor de textos Word! Um assombro para MS que parece ter esquecido da Internet no Win95.
A Microsoft, a principio, propôs a Netscape, o direito de uso do Navigator em troca de algumas linhas do código-fonte do Win95 para que o browser ficasse mais integrado ao sistema operacional, mas a Netscape se recusou e quatro anos depois não está mais suportando a concorrência. Ela cresceu rapidamente, o Internet Explorer mais ainda. Atualmente o mercado está dividido meio-a-meio só que a M$ está condicionando o uso do Windows a instalação de seu browser, graças ao chamado Desktop Ativo, ou seja, o seu computador passa a ser uma extensão da Internet, não fazendo mais diferença se você está nela ou não. Arquivos viram links, janelas viram browsers, os programas do Office falam html. Esse é o novo sistema operacional que pelo menos 50 milhões de pessoas querem.
Por causa desse condicionamento, o DOJ (Departamento de Justiça americano) está processando a Microsoft por concorrência desleal e por violação da lei anti-truste. Bill Gates se defende dizendo que um é parte do outro e esse processo é resultado da união da IBM, Sun e Netscape para derrubar o seu novo produto. Sua maior preocupação é "A Justiça americana (...) declarar o Windows uma facilidade essencial, conceito jurídico que obrigaria a empresa a permitir o acesso universal e não discriminante das softhouses ao sistema. (...). O domínio de informações cruciais para a criação de aplicativos sempre incomodou a concorrência." (Informática etc)
Mas está claro que daqui para frente o DOS que não for multiplataforma e ter uma relação integral com a Internet, estará liquidado. O maior problema da Netscape, talvez seja a falta de um DOS para se integrar, pois um bom browser ela já tem.
No ano em que saiu o Windows 98 que parecia ter acabados os problemas e reforçar ainda mais a ajuda de "assistentes" que nos guiarão para as soluções, como o que se tem hoje no editor de textos Word, na nova versão do Office e em outros programas muito vendidos da Microsoft. Promete também total integração com a Internet. Ah! Já ia me esquecendo, vai ficar mais bonitinho! Mas como beleza não põe mesa...
Contudo, por mais raiva que se cultive da Microsoft, ela acaba não se justificando. Hoje ela é a líder (com alguma competência mesmo, seus programas são inegavelmente superiores), mas amanhã pode deixar de ser. O que falta para o PC e o mercado doméstico são opções. Sem isso, ficaremos sempre subordinados ao que uma única empresa fizer. Mas se um Win95 incomoda muita gente, e dois, seria melhor? Mas a concorrência sadia é sempre mais construtiva, pois prevalece o ideal de que vença o melhor.
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